O fechamento 2025 já começou.
O fechamento anual é o momento em que decisões críticas convergem: reconhecimento de resultados, validação de premissas, ajustes finais e consolidação de todo o ciclo contábil. É também quando o volume de dados, a pressão por prazo e a necessidade de precisão atingem seus níveis máximos.
Por isso, é justamente nesse período que fraudes silenciosas, erros acumulados e inconsistências operacionais têm mais chance de aparecer, muitas vezes sem aviso e com impacto direto na credibilidade das demonstrações.
Antes de iniciar o fechamento de 2025, três riscos estruturais merecem atenção redobrada:
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Fragmentação de processos cria zonas de sombra
Quando áreas operam com controles próprios, planilhas paralelas e fluxos desconectados, o fechamento passa a depender de consolidação manual e é nesse terreno que surgem:
- diferenças cuja origem ninguém identifica,
- atrasos recorrentes,
- retrabalhos que comprometem a qualidade da informação.
A falta de integração não é apenas uma ineficiência operacional: ela cria zonas de sombra onde distorções e manipulações podem se esconder, sem que os controles percebam. Quanto mais descentralizado o processo, maior o risco de decisões baseadas em dados incompletos ou incoerentes.
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Pressão por prazo transforma exceções em regras
Conforme se aproxima o encerramento do exercício, aumenta a urgência para fechar números, validar posições e liberar relatórios. Essa pressão – quando não gerenciada – abre espaço para decisões de risco, como:
- ajustes feitos sem documentação robusta;
- conciliações apressadas;
- classificações contábeis que não resistem à auditoria;
- aprovações que acontecem sem a devida análise crítica.
O problema é que esses “pequenos desvios” raramente permanecem pequenos: eles se tornam inconsistências relevantes meses depois, impactando reputação, governança e até contingências futuras.
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Mudanças regulatórias ainda não absorvidas distorcem controles
Ao longo do ano, diversas organizações não conseguem incorporar tempestivamente:
- atualizações tributárias,
- revisões de normas,
- novas exigências de governança e transparência.
O resultado é um desalinhamento entre o que é registrado e o que deveria ser reportado. O risco aqui não é apenas técnico: é estratégico. Quando questionado, o gestor precisa justificar por que o controle não capturou a mudança — e, muitas vezes, não há resposta convincente.
Como reduzir vulnerabilidades agora, antes do fechamento 2025
O caminho é a preparação antecipada estruturada, com foco em previsibilidade, governança e minimização de riscos. Algumas ações críticas incluem:
- revisão e atualização de políticas contábeis e tributárias;
- testes de controles internos que garantam aderência das áreas;
- conciliações críticas executadas antes do período “quente” do fechamento;
- validação das premissas que impactam estimativas, provisões e julgamentos contábeis;
- mapeamento integrado dos riscos que afetam contabilidade, fiscal, tesouraria, compras, jurídico e controladoria.
Quanto mais robusto o pré-fechamento, menor a dependência de decisões tomadas sob pressão, e maior a solidez das demonstrações contábeis.
O fechamento 2025 deixa de ser uma tarefa operacional e passa a ser um termômetro de maturidade organizacional.
Onde a Baker Tilly fortalece o processo
A Baker Tilly atua justamente no intervalo onde as vulnerabilidades surgem. Com experiência integrada em:
- auditoria,
- riscos e controles internos,
- governança e compliance,
- consultoria orientada a processos,
Ajudamos organizações a estruturar controles que sustentam o fechamento, antecipar riscos que não aparecem nos relatórios e garantir confiabilidade nas demonstrações, antes que o problema apareça nos resultados.
O fechamento 2025 já começou. Ajustar agora é sempre mais eficiente (e mais econômico) do que corrigir depois.
