Pesquisa · Edição 2026 · Série comparativa 2025–2026
Barreiras, Incentivos e Perspectivas
Em doze meses, o middle market brasileiro mais que dobrou sua tranquilidade diante da agenda ESG. A pergunta que esta pesquisa faz é direta: essa tranquilidade tem lastro?
A tese desta edição
A resposta à pergunta do lastro tem uma parte de lastro e uma parte de esquecimento, e separar as duas é o trabalho desta edição. Enquanto a pressão externa recuava em todas as frentes, a gestão interna avançou em todas. O middle market seguiu com o ESG que decidiu fazer para si e reduziu o ESG que fazia para públicos externos. A agenda avançou onde encontrou retorno mensurável e desacelerou onde dependia exclusivamente de estímulo externo.
A norma revogada em 2026 alcança as companhias abertas, e o middle market, por definição, não é companhia aberta. As normas que efetivamente o alcançam, as que obrigam as instituições financeiras a conhecer o risco das carteiras que financiam essas empresas, seguem vigentes sem alterações. A tranquilidade, portanto, não decorre de estar preparado. Decorre de acreditar que não será necessário estar.
Os primeiros dados
O que a série histórica passou a permitir enxergar, e um retrato isolado não mostra.
A série 2025–2026
Base: 247 respondentes (2025) e 315 (2026). Variações de até 6 pontos percentuais são tratadas como estabilidade. Percentuais de múltipla escolha não somam 100%.
Os achados
Onde a exigência era formal, nada se moveu: restrição direta de crédito estável (19% para 15%), expectativa de dificuldade futura parada em 24%. Toda a variação se concentrou nas categorias difusas. O que se alterou foi a leitura de sinais ambíguos, não a realidade das exigências.
Os que pretendiam adotar as normas dentro do prazo legal caíram de 36% para 23%, e os que não veem necessidade subiram de 20% para 28%. Não houve migração para a ação. Houve deslocamento do centro para a recusa. Quem decidiu por razões próprias não reverteu.
A leitura imediata concluiria que o risco climático diminuiu. Esta pesquisa não a adota, porque os próprios dados não a sustentam.
Os dois vetores de mercado recuaram: redução de custos (47% para 35%) e acesso a crédito (44% para 32%). Os dois ligados a decisão própria avançaram: incentivos fiscais (49% para 63%) e percepção de valor (25% para 36%).
Enquanto pressão de investidor, crédito, cadeia e carbono oscilavam, o vínculo entre ESG e retenção de talentos permaneceu imóvel. A fonte da cobrança é o mercado de trabalho, e o mercado de trabalho não se altera por ato normativo.
Na voz de quem conduz a pesquisa
O clímax da leitura
Referir-se à maturidade ESG do middle market no singular deixou de fazer sentido em 2026. A série separou três populações que, até o ano anterior, apareciam somadas no mesmo indicador. As faixas indicam ordem de grandeza, não fronteiras.
Avançou. Manteve inventário completo, progrediu na adoção das normas e estruturou política formal.
Estava em estágio inicial de carbono e aguardava prazo legal. Recuou nos dois indicadores.
Não se moveu, ou endureceu. Não vê necessidade de inventário nem de adoção das normas.
O grupo mais exposto não é o que nunca começou. É o que começou e interrompeu.
A pergunta que fica para a sua empresa
Se um comprador solicitar hoje o seu inventário de emissões de 2024, 2025 e 2026, você dispõe dos três anos?
Se falta um ano, o comparativo não existe, e reconstruí-lo custa mais do que teria custado mantê-lo.
A pesquisa completa
O documento completo traz as 20 tabelas comparativas, as oito perguntas diagnósticas, a tipologia dos três perfis e a nota metodológica na íntegra.
Seus dados foram enviados. O download da pesquisa foi liberado. Também encaminhamos o acesso para .
Baixar o PDF agora ↓Fale com nossos especialistas
A conversa inicial não tem custo e não pressupõe contratação. Em muitos casos, serve apenas para que a empresa identifique em qual dos três perfis se enquadra, o que já constitui informação de valor.